segunda-feira, 6 de novembro de 2006
A volta do Tsunami da ibiCard
Quem vem aqui há muito tempo deve se lembrar de um post que batizei de "Tsunami em João Pessoa" com a caprichosa história da funcionária de telemarketing da ibiCard. Aquela que disse que eu devia fazer um cartão ibiCard porque nunca se sabe o amanhã. "Você viu aquelas pessoas na Ásia: veio um tsunami e devastou tudo".
Pois bem, fui ver através do Extreme Tracking as palavras chaves que tinham trazido visitantes ao meu blog (e diga-se: até hoje "ibicard" é a palavra que mais me rendeu acessos) e dei de cara com alguém que colocou no Google "breno barros", jornalista. Daí tive a idéia de fazer o mesmo para ver o que aparecia. E o que eu encontro? Um post do blog Opinião Geral que conta a minha experiência com a ibiCard.
Tirando a parte que ele me chama de mentiroso (não inventa, mas aumenta uma ova!), a história foi bem recontada, dessa vez com o título "Mais uma da ibiCard". E o blogueiro, que presumo se chamar Gino Netto, teve a gentileza de colocar o link do meu blog no post.
Para conferir o post do Opinião Geral clique aqui.
Ou leia aqui o texto que deu origem a isso tudo.
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Querido diário
Madrugada de segunda, o que pra mim é domingo ainda, chego em casa, vou escovar os dentes e lá está ela, perambulando em minha saboneteira. Baratas! Odeio baratas! Depois de raciocinar como matar a miserável sem fazer uma melequeira em plena pia, consigo executá-la.
Noite tranqüila. Manhã da segunda. Um banho rápido, uso a pia com cautela, afinal, mesmo sem melecar, ficou suja. Saio com uma bermuda que tinha deixado lá no domingo e decido vesti-la. Quando tô colocando as pernas, quem sai de lá? Isso mesmo, mais uma artrópode desprezível. A infeliz era comprida!
Irado, mandei mais uma para fora do mundo dos vivos. Lá vou eu tomar outro banho. Ah, animal imundo!
Dia normal de trabalho, saio de lá pra ver o resto do debate entre os governáveis em casa, quando chego, sem luz. Valeu Saelpa! Ligo o 0800 e eles me dizem que meio-dia a energia volta. Isso eram 11h45. Anoto o protocolo, subo pra ler e adormeço.
13h. Acordo, vou almoçar. A luz voltou? Não. Massa! Ligo de novo perguntando sobre a situação do protocolo número tal. É uma falta de luz? Exato. Tem previsão? 15h. Obrigado!
UFPB. Lá estou eu, cheio de coisa pra ler, resumir, combinar seminário e brincar de massinha, tô pagando uma disciplina que a minha função é ficar fazendo objetos de argila.
Volto pra casa pensando, será que rola um cineminha? Abro a torneira. Pois é. Não tem água. E ainda tem gente que gosta de segunda-feira!
quarta-feira, 4 de outubro de 2006
E agora, José?
Devo dizer que criar expectativa é uma merda. Com o perdão da palavra. Mas "O maior amor do mundo" (Brasil, 2006) ficou abaixo do que eu esperava. Fiquei com um pé atrás por causa de Cacá Diegues, que já conseguiu estragar uns filmes que dirigiu, mas como tinha José Wilker, que para mim é um dos melhores atores de cinema brasileiro, resolvi apostar. Perdi a aposta, mas não perdi a viagem.
O filme tem seus bons momentos. Mas não salvam o produto final. Tem umas cenas previsíveis, esconde poucas surpresas. Algumas interpretações comprometem o filme, inclusive a do próprio José Wilker, que está abaixo de seu potencial. Na cena em que Antônio persegue Luciana, chega a ser patético.
Outra problema foram os cortes. Alguns são grosseiros mesmo. Não sei quem teve a mão tão pesada para deixar a edição final assim. Acho que o que escapa é a música, a fotografia e o roteiro. Uma curiosidade colhida nos créditos: Dráuzio Varela é consultor de roteiro.
A história em si é boa, mas não acreditem na sinopse que está escrita na propaganda do Cinebox. Para os que gostam de ditos populares, pelo título do filme dá para saber que amor é esse.
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
quarta-feira, 27 de setembro de 2006
Diversão e arte
Uma das melhores coisas de ser jornalista é não ter rotina definida. Toda jornada é particular. O dia pode guardar uma surpresa que a gente só vai saber quando estiver trabalhando. E se a surpresa expõe alguma autoridade?
Hoje foi um dia desses. Um fax oriundo do Gabinete Militar chegou às mãos do jornalista Marcelo José com críticas em cordel a José Maranhão, candidato de oposição ao Governo da Paraíba. Telefonei para o número contido no fax e confirmei a informação através de um cabo PM que havia recebido a ordem de envio dada por um coronel. Os destinatários seriam comandantes de cinco Batalhões da Polícia Militar.
A história completa está AQUI para quem quiser ler.
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Altos e baixos
Transtorno bipolar. Mais uma doença moderna que já deve existir há séculos, mas enfim colocaram um nome. Eu não sei muita coisa sobre isso, só sei que leva o indivíduo a ter constantes mudanças de estado de humor de acentuado contraste. Com a mesma facilidade que ele sente plena satisfação é atingido por uma súbita depressão.
Aí é que está o problema. O mundo que a gente vive é agitado demais. Tudo é muito rápido e constantemente somos pressionados a tomarmos decisões ágeis que podem ser traduzidas em sucesso ou fracasso - alegria ou tristeza. Também são efêmeros os momentos de satisfação. Quem nunca passou um final de semana super agradável e de repente despertou em plena segunda-feira com sabor de segunda-feira?
Acredito que todos temos uma certa bipolaridade e que talvez a modernidade seja responsável por transformar este traço natural do ser humano em um transtorno psicológico. Uma pena. O que se pode esperar para os nossos filhos?
terça-feira, 5 de setembro de 2006
Milloriana*
Colocaram no computador alemão a frase: "O Brasil é um país muito grande". Fizeram o computador traduzir pro alemão, ele traduziu: "Brazil ist ein gross Vaterland". Depois fizeram o computador traduzir de novo pro português. Ele traduziu: "O Brasil é meu pai grosso". É por isso que eu digo: dentro em breve os computadores vão substituir completamento o homem.
* Extraído do verbete "Tradução" em Millôr Definitivo - A Bíblia do Caos.
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