quarta-feira, 4 de outubro de 2006

E agora, José?


Devo dizer que criar expectativa é uma merda. Com o perdão da palavra. Mas "O maior amor do mundo" (Brasil, 2006) ficou abaixo do que eu esperava. Fiquei com um pé atrás por causa de Cacá Diegues, que já conseguiu estragar uns filmes que dirigiu, mas como tinha José Wilker, que para mim é um dos melhores atores de cinema brasileiro, resolvi apostar. Perdi a aposta, mas não perdi a viagem.

O filme tem seus bons momentos. Mas não salvam o produto final. Tem umas cenas previsíveis, esconde poucas surpresas. Algumas interpretações comprometem o filme, inclusive a do próprio José Wilker, que está abaixo de seu potencial. Na cena em que Antônio persegue Luciana, chega a ser patético.

Outra problema foram os cortes. Alguns são grosseiros mesmo. Não sei quem teve a mão tão pesada para deixar a edição final assim. Acho que o que escapa é a música, a fotografia e o roteiro. Uma curiosidade colhida nos créditos: Dráuzio Varela é consultor de roteiro.

A história em si é boa, mas não acreditem na sinopse que está escrita na propaganda do Cinebox. Para os que gostam de ditos populares, pelo título do filme dá para saber que amor é esse.

10 comentários:

Breno Barros disse...

pois eu não gostei muito, como geralmente acontece com os filmes de Cacá. Achei que foi imitação clara de Meirelles em Cidade de Deus (temática) e em Jardineiro Fiel (Direção). A metáfora de o cara ser Astrofísico: alguém que vive olhando pro céu e não vê o que està à frente, é muito desgastada; tão desgastada que chega a ser catacrese. Poucas coisas são boas no filme, como os 5 minutos finais, que chega a emocionar de fato. Fora isso...

45iso

Breno Barros disse...

"pelo título do filme dá para saber que amor é esse" nao entendo o q vc quis dizer. discordo de vc e de ailton. achei o filme excelente. o q mais me tocou nos ultimos tempos. e nao vejo problemas graves de direção, roteiro ou edição. gostei muito do protagonista, o q é merito tanto do diegues como do wilker. imitação da tematica de cidade de deus? vc poderia ateh citar o roteiro, com flashbacks e tal, mas de resto o q porra tem a ver com cidade de deus? soh pq se passa quase todo em uma favela? nao me decepcione. quer dizer q todo filme brasileiro agora q tiver favela como locação eh imitação de cdd? o filme se concentra no olhar do protagonista, um brasileiro q venceu na vida q se encontra com o brasil real. a intenção eh passar a ideia de que esse apartheid social eh ruim pros dois lados. pra completar, o realismo fantastico típico de diegues, q aqui funciona perfeitamente, ao contrario de deus é brasileiro.

o cítrico | Homepage

Breno Barros disse...

Bruno, não comparei com Cidade de Deus, não. Em alguns momentos dá pra comparar com Orfeu... Mas me resumo ao que escrevi - ficou abaixo do que eu esperava, mas tem lá seus valores. // Assisti um filme muito bom espanhol: O Lobo. Uma história baseada em fatos reais em torno do ETA. Pode locar que vale ver.

Breno

Breno Barros disse...

Sim.. esqueci de explicar: o maior amor do mundo é o amor de mãe.

Breno

Breno Barros disse...

"Perdi a aposta, mas não perdi a viagem"? Gostei da frase, mas não entendi o porquê. // O próprio Wilker foi procurar o Dráusio, sobre o filme e sobre o personagem talvez você ainda encontre na nossa fita num dos programas do Comentário Geral.

Mythus

Breno Barros disse...

não vi o filme, então nada a declarar.

mi-al

Breno Barros disse...

breno, eu tava me referindo ao comentario de ailton sobre cdd. quanto ao proverbio, q eu saiba, eh "amor, só de mãe". nada de "maior amor". nao queira forçar. e eh drauzio, com z.

Bruno

Breno Barros disse...

Resolvi apostar que o filme seria bom. Perdi essa aposta. Mas valeu a pena ter saído de casa porque tem lá suas virtudes.

Breno

Breno Barros disse...

é tão ruim assim?
ainda não vi

carol | Homepage

Breno Barros disse...

atualize

45iso