sábado, 30 de novembro de 2013

A descoberta da felicidade basilar

"Parece dezembro de um ano dourado". Novembro indo embora e dezembro voará, as always. Com ele vai também um dos anos mais importantes da minha vida. Mas por quê? Tu não se formou, não arranjou um novo emprego, nova namorada, nada. Por quê? Porque este ano encontrei a felicidade basilar. Basi o quê? Basilar.

Esse ano, mais precisamente em meados de agosto descobri que sou feliz. Não aconteceu nada em especial. Foi tudo uma questão de autoconhecimento. Uma questão mental. Sou feliz. Há em mim uma felicidade que percebe que a vida tem muitas dificuldades, sim, mas também tem muitas alegrias e a gente tem mais é que viver sem se preocupar com o que está fora do nosso alcance. Por exemplo: o dia de amanhã.

Leitores queridos... Não damos conta do instante seguinte, o que dirá o dia de amanhã?! Seu futuro está fora do seu controle. A vida nos reserva muitas surpresas. Muita coisa ruim surge sem aviso. Thank God, muita coisa boa também! Você tem família? Tem amigos que são como família? Você respira, sente, chora, ri? Pois, você também pode sentir a felicidade basilar.

Sua existência tem que ser tranquila, plena, viva. Não que isso faça tanta diferença assim no mundo. O mundo gira sem você? Certamente. Como disse aquele personagem (Dr. Manhatthan) de Watchmen, "Marte funciona bem sem nenhum homem". Mais ou menos isso. A essência da fala está aí.

Se sua vida não é tão relevante assim como prega a autoajuda, pelo menos sua mente deve estar em paz. Feliz. Não significa que a fatura do cartão não virá acima do planejado, ou que aquele Fusca maluco não vá carimbar seu carro, ou aquela gata que você pensou que estava na sua só queria passar uma chuva. Significa que mesmo sem alcançar tudo que quer você pode estar feliz, porque você existe, respira e tem pessoas que gostam de você. Abra a mente e coloque a felicidade na base. Tenha fé! É uma questão de cabeça, não de posses ou de circunstâncias. É um olhar sobre o mundo e sobre o seu ser. Descubra você também.

3 comentários:

Claudionísio disse...

Este é um sujeito especial: educado, inteligente e sensível, além de gostar das coisas boas da vida, fotografia, ecologia e esporte. Longa vida, senhor!

Breno Barros disse...

Opa! Lisonjas! Não me dou muito bem com elas.. Algumas pessoas as usam pra conseguir algo em troca. Mas quando partem de alguém como você, Claudio, são especiais porque são desinteressadas. Devo muito do que aprendi a você, que segue a me ensinar. Um grande abraço!

Dina disse...

mt legal, Brenim. Feliz somos só, a sós, quando não acontece nada pra isso. Felicidade é quietinha, fica adormecida na paz da nossa mente.