terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nem sempre é fácil, nem tudo são flores

É lenha! Quantos Brenos somos eu? Trabalhar é bom. E é o fim da picada. Ter amigos é bom. E também são eles que lhe magoam mais profundamente (familiares também são amigos). Detesto que comparem um Breno com outro. Me recuso a acreditar que sou mais de um. Eu sou eu e minhas circuntâncias. Como posso aguentar calado a cantilena do "com os outros você não é assim"?

Eu tenho que pensar sempre na resposta mais sábia, na entonação correta, nas palavras adequadas. Tenho que aguentar os tiros e pipocos. Eu sozinho. Porque eu sou eu sozinho. Não há eus.

E nessa rotina de sismógrafo, com a agulha riscando pra cima e pra baixo, ou as palavras saem ou castigam. Ninguém resiste às palavras. Têm vida própria. Corroem estômagos, esquentam a testa, apertam os dentes. As palavras mordem, rasgam, ferem. Também afagam, beijam e colocam pra dormir. Como é difícil escolhê-las!

Estou respirando pensamentos e transpirando palavras. Palavras e suor. E suor. Isso ó!

2 comentários:

Narjara disse...

Breno, você deveria publicar um livro.

Breno Barros disse...

Obrigado, Narj. =)