segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bradesco Completo (Idiota)

O banco que comemora ter chegado a todos os municípios do Brasil ainda não aprendeu a resolver os mais simples problemas. Acredito que em outubro do ano passado, não sei precisar a data, encerrei a conta corrente que tinha no Bradesco. Em janeiro voltei à mesma agência para abrir outra conta. Desta vez uma conta salário.

Hoje lá estou para receber meu cartão, prometido que seria entregue em dez dias úteis. (Já se passaram mais que os dez). Descobri que minha conta encerrada em 2009 estava ativa e que uma conta salário havia sido aberta para mim em 2008. Quem abriu? "Não sabemos". Champs!

Quanto ao cartão da conta salário que realmente abri, nem água! Me disseram para voltar em oito dias úteis. O que fazer numa hora dessas? Você sorri. =)

O mais legal de tudo é que as duas contas estão com o saldo zerado e me disseram para procurar a empresa em que trabalho para saber sobre o meu pagamento. Fui ao Correio da Paraíba e meu dinheiro já foi depositado. Em que conta? Na correta! Na que abri em janeiro. Não é culpa do Correio que eu esteja liso. O caso é que o Bradesco me faz um completo... isso mesmo!

domingo, 24 de janeiro de 2010

É melhor ser alegre que ser triste

Os dias de silêncio do Meio do Nada nada têm a ver com falta de vontade do autor em atualizá-lo. Fiquei sem o computador em casa porque o NoBreak deu uma de YesBreak ou Yes, I'm Broked! Com a visita providencial do meu irmão e o religamento do PC dele (máquina que distribui a internet pro restante da casa), cá estou para um novo texto.

Quando escrevi no post passado, dizia que 2009 não havia acabado, mas já estava dando saudade. 2010 abriu suas cortinas como uma perpetuação do ano anterior. A primeira semana foi "totalmente excelente" (como diz Paulo Bonfá, do Rockgol - MTV).

Conheci pessoas maravilhosas, fiz passeios inesquecíveis, parecia até que estava de férias, mesmo trabalhando praticamente todos os dias. Aliás, trabalhar na TV e férias são duas palavras que não combinam. É pau de dar em doido! Hoje mesmo, daqui a algumas horas, retomo o batente. Entro lá às 17h e saio não sei que horas. Dá última vez entrei às 19h e saí às 3h55 da madrugada. Champs!

Mas nada melhor que trabalhar, passear e se divertir. Peba é ficar sem ter o que fazer ou curtindo aquela solidão. A solidão é fera, a solidão devora! (Salve, Alceu!) Nessa temporada de amigos com namorada e eu solteiro ficar sozinho é quase rotina.

A frase do título é de Vinicius no "Samba da bênção". Ele não para (pára, na regra antiga) por aí. Diz que pra fazer um samba é preciso um bocado de tristeza. Não estou vivendo nenhum "momento compositor", então deixe-me cá com minha alegria. Xô tristeza!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Nem acabou, mas ja dá saudade

Que ano surpreendente! Jamais imaginei que poderia ter um ano como este. Se eu tivesse feito umas resoluções de fim de ano em 2008 e alcançado todas elas, ainda assim não teria conquistado coisas que conquistei nestes últimos meses.

Não planejei ir para a Argentina e Uruguai. Não planejei fazer vestibular para Direito e não esperava nunca ficar em 41º no resultado parcial, com as provas do PSS 1 e 2.

Não planejei ter um programa ao vivo em uma web rádio. Não planejei trabalhar com televisão. Também não planejei pedir demissão de um dos trabalhos que mais gostei de executar na fase que considerava a melhor.

Não imaginei que poderia ser nomeado para trabalhar no Estado. Muito menos que, uma vez no Estado, voltasse a dividir o ambiente de trabalho com uma das jornalistas mais queridas de João Pessoa.

É verdade que 2009 também trouxe frustrações, algumas bastante dolorosas. É verdade que alguns amigos me deixaram triste. Só que quando fiquei triste, não foi por um dia, nem pelo ano inteiro (Salve Frejat/Victor Hugo!). Mas uns dias de reflexão não fizeram mal. Pra fazer um bom samba - com certeza! - é preciso um bocado de tristeza (Saravá, Vinicius!).

Ainda não acabou, mas 2009 já me deixa com saudade. Não tenho receio de 2010. Não acredito que minha fonte de bênçãos para o próximo ano esgotou. Afinal creio em um Deus inesgotável! Tenho expectativas, mas assim como este ano, o que está por vir pode surpreender positivamente trazendo o inesperado, o improvável, o aparentemente impossível.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

A Cantilena de Copenhague

Passei um tempo sem ouvir a CBN. Ligava logo um CD do Chico, de forró, MPB, até mesmo de música de crente. Tudo pra não ter que escutar a "Cantilena de Copenhague", aquele lenga lenga sobre aquecimento global. Mas Breno?! O aquecimento global é um tema importantíssimo. É sim. Concordo. Mas quem não já viu esse filme antes?

A história é sempre a mesma. Aquilo de que temos a oportunidade de dar aos nossos filhos a chance de sobreviver em um mundo normal ou lamentar por decretar a eles o fim do mundo como o conhecemos. Fato é que este "temos" é de um grupo de poderosos que se dividem entre os grupos dos "pouco preocupados" e dos "nem aí".

Que direito os Estados Unidos e a China têm de poluir como poluem e ficar por isso mesmo? Como se a atmosfera tivesse paredes... O mundo é um só. As mudanças climáticas não passam pela alfândega para perguntar se podem agir aqui ou ali. Lembra daquela frase da teoria do caos sobre o bater de asa de uma borboleta no Japão provocar um furacão no ocidente? É mais ou menos por aí.

Nós, que não somos os donos do mundo, assistiremos a derrocada de tudo que está posto, veremos as mortes saltarem dos milhares para os milhões e aí, "quando mais tarde me procure, quem sabe a morte, angústia de quem vive, ou a solidão, fim de quem ama", eu possa citar a frase do velho chefe Duwamish:

"Só depois que a última árvore for derrubada, o último peixe for morto, o último rio envenenado, vocês irão perceber que dinheiro não se come".

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Breviário de um aprendiz

Eu cansaria o leitor se fosse esmiuçar tudo que aprendi. Aprendi que não se deve cansar o leitor. Aliás, ficaria cansado se falasse o que aprendi nos últimos 30 dias. Pra ser breve vou pontuar algumas coisas básicas de alguém que ainda tem muito a aprender.

Aprendi que tão importante quanto "conhece-te a ti mesmo" é "conhece os que te cercam". Aprendi que tempo é investimento e que quando você coloca a esperança em alguém, pode haver surpresa e frustração não importa quem seja esta pessoa. Seu melhor amigo pode falhar e um grande desconhecido ou até quem você não simpatiza pode lhe estender a mão.

Aprendi também que os humanos são demasiadamente humanos em qualquer parte do mundo. Aprendi que o silêncio é útil, mas também pode ser fraqueza. Aprendi que não se resolve nada no grito, mas que gritar é preciso, viver idem.

Aprendi que "o mundo é uma ilusão e a vida não vale nada" (verso de Mané de Bia), mas mesmo assim é o que temos nas mãos. O que faço com o mundo, com meus passos e meus cabelos é de responsabilidade minha. Não há ciência, credo ou filosofia imexível. Vou tragar o horizonte com cinema, aspirinas e livros. Apesar dos urubus.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Contra a reforma agrária

Difícil acreditar que exista gente no mundo contra a reforma agrária (excetuando-se os latifundiários, claro). Mas há. E tem também neste meio os que defendem que as terras ociosas são as que deveriam ser destinadas a quem fala em reforma agrária. O caso é que não se avalia que terras são de fato ociosas.

No balaio de gatos em que se engalfinham os fazendeiros do agronegócio e os militantes do Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra há consonância no discurso. Como? Ambos afirmam com convicção irredutível: Você está mentindo.

Ontem vi a reprise do Debate MTV em que Lobão provocava: O MST é legítimo? Ciente da incapacidade do tema satisfazer o debate, na abertura ele justificava afirmando que a conversa iria adequar o tema ao que realmente se queria abordar - basicamente, a reforma agrária.

Entre mil farpas, um lado levantou que a reforma é desnecessária e que o agronegócio é excelente para o país. Disse também que o MST é um movimento político, calcado na luta de classes, criminoso e que nada tem a ver com reforma agrária ou terra.

Na outra ponta, enfatizaram que o MST existe há 25 anos, muito antes de receber dinheiro do Governo Federal, age segundo a justiça social, uma vez que a letra da Lei não oferece a igualdade que buscam e que a agricultura familiar é a que põe na mesa dos brasileiros a maioria dos alimentos que comemos.

Não posso aceitar que se justifique a estagnação da reforma agrária. Não aceito que se fale em terras ociosas quando os latifúndios precisam ser reformados. É justo que milhares de hectares sirvam apenas para uma família encher o bolso de dinheiro? O latifúndio gera emprego. Verdade. Mas quantos? E quanto cada trabalhador deste recebe? Eles têm participação nos lucros?

Também não aplaudo todos os atos do MST, nem compro o eufemismo que transforma invasão em ocupação. Mas reconheço que sem o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, dificilmente o assunto "reforma agrária" chegaria às mesas dos congressistas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Solha só

Há alguns dias vejo na internet um pequeno grupo de intelectuais se posicionando sobre a proposta de WJ Solha para a Paixão de Cristo (proposta rejeitada pela Funjope). Como eu não sou intelectual, levei mais tempo para processar tudo e aqui vai o meu parecer:

Apoio a liberdade criativa de WJ Solha - e aqui dispenso os elogios de praxe ao artista porque ele sabe bem o tamanho de sua competência. Solha desenha, pinta, atua, escreve. Estou usando apenas verbos para que percebam que não preciso de adjetivos quando quero descrevê-lo.

Quando Solha propõe uma Paixão que alude ao contexto nazista e traz como personagem um esteriótipo de Hitler, o faz porque é livre para fazer. Desejo que não ate sua liberdade aos pudores conservadores. Escreva, produza, chegue ao seu melhor resultado. Apoio sem restrições.

Quanto à montagem, concordo com Walter Galvão sobre a posição da Prefeitura de João Pessoa. Não há uma justificativa justa (a redundância é proposital!) a se investir os milhares de reais da Funjope em um espetáculo com esta estética e temática. Se pensarmos que a suástica é apenas mais uma cruz desprezaremos sua polissemia.

Eu não quero ver Hitler crucificado ou coisa parecida. Não pretendo derrubar a coméia onde jorra o mel judeu. O Jesus que eu conheço era judeu, morreu e está vivo. Não lutou contra o nazismo (nem a favor, claro!). Viveu a maior história de amor já imaginada.

Prefiro que o dinheiro que dou à Prefeitura de João Pessoa e que é repassado para a Funjope custeie uma Paixão com outros contornos. Os contornos da Galiléia são mais palatáveis que os germânicos dos anos 1930 e 40.