sexta-feira, 16 de abril de 2004
Ninguém pode dizer que eu não tentei!*
Passo um tempão tentando mexer no template pra ver se resolvo alguns detalhes deste blog experimental embrionário inútil!
Como vocês podem ver, não consegui resolver nada! Coisa de principiante! Existe um comando de HTML chamado DateHeader que parece ter sido apagado deste template, tentei inserir de novo e só deu em bomba! Pelo menos Ailton me deu uma força e o link de comments já está abaixo, além dos links de alguns dos meus amigos blogueiros. Diria que tentei, mas ao ler um livro de auto-ajuda (reconheço que me rebaixei a isto!) entitulado Não deixe para depois o que você pode fazer agora de Rita Emmett, aprendi uma filosofia do mestre Yoda - acreditem, tem no livro! (pág. 68) - "fazer ou não fazer, nunca tentar"! Se é assim... não fiz!
P.S.: Ailton, valeu a força!
* A não ser os seguidores do mestre Yoda!
quinta-feira, 8 de abril de 2004
Estão querendo desmoralizar os jornalistas!
O jornalismo deve ser entendido como uma prática e não como uma profissão. A frase não é minha! Acabei de lê-la no site do Observatório da Imprensa e abre um texto sobre o jornalismo na era dos weblogs. É um artigo longo escrito pelo professor Jay Rosen, diretor da Escola de Jornalismo da Universidade de Nova York. Ainda não terminei de ler o artigo todo, mas essa abertura foi pra lascar! Tive a impressão que a juíza Carla Rister (autora da liminar - já derrubada - que liberava o exercício da profissão de jornalista sem a exigência do diploma superior) tinha encontrado um porta-voz! O que será que ele quis dizer? Leiamos! Pode ser que tenha sido apenas um susto.
quinta-feira, 1 de abril de 2004
Uso Indevido
O post de hoje é uma apropriação indevida da "Figuraça da Semana" da coluna do Agamenon do site Casseta & Planeta. Fui pegar uns dados para o meu projeto experimental e encontrei esse texto, que - pra quem não sabe - é produzido por Marcelo Madureira e Hubert.
Ayrton Senna

Há 10 anos atrás, o Brasil perdia Ayrton Senna em Imola, quando seu carro desgovernado bateu na curva Barrichello. Ayrton Senna da Silva conseguiu uma façanha incrível para um brasileiro: ficou famoso no mundo inteiro sem aplicar nenhum golpe e nem roubar ninguém. Devido às suas qualidades de piloto imbatível, Senna ganhava todas as corridas e, por causa dessas suas vitórias começou a ser criticado pela Folha de São Paulo que acusava o piloto de estar caindo numa fórmula. A Fórmula 1. Ousado e arrojado, Ayrton Senna fez escola no automobilismo: deixou vários seguidores entre taxistas, motoristas de van e de ônibus que, todos os dias, fazem no trânsito do Rio de Janeiro coisas que o Senna jamais teria coragem de fazer em Silverstone. Apesar de nunca ter se casado, Senna ao morrer deixou duas viúvas: Adriane Galisteu e Galvão Bueno. A verdade é que, sem Ayrton Senna, os domingos perderam a graça e o brasileiro, um povo já tão sofrido, ficou condenado a torcer pelo Rubinho Barrichello chegar, pelo menos, atrás do alemão.
segunda-feira, 15 de março de 2004
Que gênio-louco é você?
Já que é pra ser um gênio louco, até que este não é nada mal! Encontrei este teste no blog de Luis.

Faça você também Que gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia

Faça você também Que gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia
segunda-feira, 1 de março de 2004
Palavrões
Recebi esse texto no meu e-mail com o título "A origem dos palavrões". Não sei se é mesmo do Millôr, afinal se veio pela internet, desconfie! De qualquer forma, não deixa de ser genial. O texto é bom pra caralho!
Millôr Fernandes
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português. Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, bsolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupiscínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente às situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma! ", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar esacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala?
"Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Foda-se!
Millôr Fernandes
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português. Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, bsolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.
Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupiscínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente às situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.
Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma! ", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar esacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala?
"Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Foda-se!
domingo, 15 de fevereiro de 2004
domingo, 1 de fevereiro de 2004
O meu peido
Poema marginal
Elogio ao peido
Gostoso é soltar um peido fedorento
Rebento feroz, aborto torto que me faz feliz
Por um triz não se fez sangue
Não difame, exclame:
Seja bem vindo oh! Fedorento peido
Circule por este recinto
E o proclame seu.
Chicão de Bodocongó
Campina Grande, 19 de março de 2001
Elogio ao peido
Gostoso é soltar um peido fedorento
Rebento feroz, aborto torto que me faz feliz
Por um triz não se fez sangue
Não difame, exclame:
Seja bem vindo oh! Fedorento peido
Circule por este recinto
E o proclame seu.
Chicão de Bodocongó
Campina Grande, 19 de março de 2001
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