Eu sei que é feio copiar e que em um blog é muito mais interessante mostrar a própria produçao* textual (*Sem til. Ainda estou usando teclados castellianos.) Mas esse texto é tao bom que nao me contentei em colocar apenas o link no Twitter. Entao aí vai minha atualizaçao via control C control V, direto do blog do Juca Kfouri:
Por que o dólar caiu...
Este blog está prestes a completar quatro anos.
Durante todo este tempo, não houve uma semana sem que recebesse alguma reclamação de torcedor mal-tratado na hora de comprar ingresso.
O que você lerá abaixo é rigorosamente inédito.
O homem mordeu o cachorro.
Juca,
Fui ao Pacaembu ontem e comprei ingresso para o jogo de hoje do Timão.
As bilheterias não estão perfeitas, mas melhoraram 500% desde alguns anos:
1) Fila organizada;
2) Quase zero de cambista (só tinha um!);
3) As bilheterias têm ingressos (pasme!);
4) Dá para pagar no cartão de crédito e débito (pasme ao quadrado!);
5) Sinalização em três línguas.
O sistema de venda de ingresso ainda é lento... mas é muito melhor do que já foi e nem se compara às sacanagens de bilheterias paradas propositalmente, as filas imensas, os compradores de cambista furando fila e entrando na frente de todo mundo e os cambistas aos montes tentando vender para quem estava na fila.
Não sei o que houve e quem colaborou para mudar a roubalheira que estava instalada antes, mas seja lá o que for, melhorou bastante, oxalá seja disto para melhor.
Abraço,
Nilson Bonadeu
Escrito por Juca Kfouri às 17h51
sexta-feira, 24 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Gripe A: quando a mídia mente e destrói
Como jornalista, acho lamentável que em busca de vender mais jornais e ter uns pontinhos extras no Ibope, se destrua a reputação de um país inteiro e, por tabela, se detone a renda de milhares de famílias. A gripe A (H1N1) é um caso clássico. Estou escrevendo esse texto de Montevideo e aqui nao há praticamente nenhuma alma viva usando máscaras.
Na Argentina, onde a mídia praticamente colocou uma fita amarela em suas fronteiras (cruzou a linha, já sai com febre e espirrando!), pouquíssimas pessoas estão de máscara. Nos dois países usamos álcool gel para limpar as mãos, mas não há pânico algum.
Por outro lado, os hotéis estão vazios, as ruas menos movimentadas e estas talvez sejam as férias de inverno menos rentáveis para os portenhos e uruguaios. Os preços estao ótimos, mas os turistas estão escassos. Imagine você, leitor, o que as famílias de trabalhadores devem estar passando com um mês de julho tão fraco. Ontem foi o dia em que se comemora a nascimento de José Artigas, herói da independência do Uruguai. Não havia comemoracao alguma. Pode até ser costume deles, mas parecia um sábado comum. Mal se falava em feriado.
Acredito que os países da América do Sul se tornaram opções excelentes para turistas brasileiros. Em preços de hoje, podemos trocar R$ 1 por quase dois pesos argentinos e por mais de 10 pesos uruguaios. Comi uma pizza boa para duas pessoas por 114 pesos uruguaios, logo que desembarquei em Montevideo. Comida, estadia e transporte são baratos no Uruguai. O ônibus custa 15 pesos em dias normais e 8 no domingo até uma determinada hora (não sei precisar bem).
Quando voltar a Buenos Aires ficarei em um albergue que custa 70 pesos argentinos por noite em um quarto duplo privativo com banheiro. Ou seja, uns 35 reais para que eu divida com Ricardo Belfort, meu companheiro nessa aventura. Estamos em um hotel muito bom e excelentemente localizado em Montevideo. E o preco: 28 dólares por noite. Dá 644 pesos uruguaios, pouco mais de 32 reais para cada. É mais caro porque nao é albergue e o conforto compensa, já que ficaremos àpenas quatro dias.
Enfim, gostaria de ver mais turistas por aqui aproveitando essas duas cidades maravilhosas. Mas a mídia é mais poderosa do que um blog no meio do nada.
Na Argentina, onde a mídia praticamente colocou uma fita amarela em suas fronteiras (cruzou a linha, já sai com febre e espirrando!), pouquíssimas pessoas estão de máscara. Nos dois países usamos álcool gel para limpar as mãos, mas não há pânico algum.
Por outro lado, os hotéis estão vazios, as ruas menos movimentadas e estas talvez sejam as férias de inverno menos rentáveis para os portenhos e uruguaios. Os preços estao ótimos, mas os turistas estão escassos. Imagine você, leitor, o que as famílias de trabalhadores devem estar passando com um mês de julho tão fraco. Ontem foi o dia em que se comemora a nascimento de José Artigas, herói da independência do Uruguai. Não havia comemoracao alguma. Pode até ser costume deles, mas parecia um sábado comum. Mal se falava em feriado.
Acredito que os países da América do Sul se tornaram opções excelentes para turistas brasileiros. Em preços de hoje, podemos trocar R$ 1 por quase dois pesos argentinos e por mais de 10 pesos uruguaios. Comi uma pizza boa para duas pessoas por 114 pesos uruguaios, logo que desembarquei em Montevideo. Comida, estadia e transporte são baratos no Uruguai. O ônibus custa 15 pesos em dias normais e 8 no domingo até uma determinada hora (não sei precisar bem).
Quando voltar a Buenos Aires ficarei em um albergue que custa 70 pesos argentinos por noite em um quarto duplo privativo com banheiro. Ou seja, uns 35 reais para que eu divida com Ricardo Belfort, meu companheiro nessa aventura. Estamos em um hotel muito bom e excelentemente localizado em Montevideo. E o preco: 28 dólares por noite. Dá 644 pesos uruguaios, pouco mais de 32 reais para cada. É mais caro porque nao é albergue e o conforto compensa, já que ficaremos àpenas quatro dias.
Enfim, gostaria de ver mais turistas por aqui aproveitando essas duas cidades maravilhosas. Mas a mídia é mais poderosa do que um blog no meio do nada.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Michelle, ma belle!
Alguns amigos sabem dos meus fetiches esquisitos. O mais emblemático deles é a minha tara por sovacos femininos. Aquelas axilas lisinhas, cheirosas, sem desodorante... (suspiro!). Até perdi minha linha de pensamento agora!
Ah! Fetiches! Tenho outros como mulheres uniformizadas (benditos franceses que inventaram o tailleur!), mulheres lindas com imperfeições notórias. Adoro mulheres que têm absolutamente tudo belo e delicado e um narigão! Eu costumo dizer que as imperfeições as transportam para o mundo dos mortais e alimentam nossa fantasia.
De todos os meus fetiches, talvez o mais antigo e consolidado seja o que desenvolvi por garotas do tempo. Digo com todo o respeito às minhas queridas colegas Eliane Nóbrega e Marcela Duque, das TVs Correio e Cabo Branco, respectivamente, que têm namorado e longe de mim criar qualquer confusão. Lembro que em 2000, disputava com o escritor Luís Fernando Verissimo e o analista dele o posto de presidente da AAPP (Associação dos Adoradores de Patrícia Poeta), fundada por Verissimo.
Para quem conheceu Patrícia somente no Fantástico, saibam que ela fazia o tempo abrir não importando que trevas climáticas estivessem na ordem do dia durante o Jornal Hoje. Depois dela veio Flávia Freire, loira sedutora que eu, mesmo preferindo morenas, não pude deixar de me encantar. Fetiche é fetiche!
Até que chegou a mulher que povoa meus pensamentos temporais e atemporais: Michelle Loreto. Pernambucana de ascendência italiana, sorriso mágico, olhos de amêndoa, cabelos lisos como fios de chocolate até os ombros. Não bastasse isso tudo, aquela voz de menina delicada e simpática. (Esse ar-condicionado está quebrado?)
Continuando: Michelle Loreto significa silêncio absoluto na minha casa. Precisamos ouvir o que ela tem a dizer. Lembro que fez uma matéria especial para o Jornal Hoje sobre lugares para aproveitar as férias. E lá estava ela caminhando pela areia da praia de Boa Viagem e o cinegrafista iniciou sua passagem focando nos pés da repórter! Aí é querer acabar com este coração que vos escreve! Que pezinhos delicados! Alceu, a moça bonita da praia de Boa Viagem tem olhos castanhos!
Michelle nasceu em 1982. A conjuntura é favorável. Sou de 1978! Também sou jornalista e vizinho de seu estado de origem. Quando será que ela fica de férias. Aqueles dedos desnudos de alianças são um catapulta para a imaginação.
Ah... Michelle. Ma belle! Será que o Google ainda te traz até aqui? Eu não vou exagerar na modéstia: te asseguro que dou um caldo! Dá uma olhada nessas fotos minhas seminu: www.flickr.com/parabreno Vamos nos encontrar aqui na Pequenina, ver o sol nascer no Farol dos Seixas e se pôr sob o Bolero de Ravel na Praia do Jacaré. Será que temos esse tempo pra perder?
Ah! Fetiches! Tenho outros como mulheres uniformizadas (benditos franceses que inventaram o tailleur!), mulheres lindas com imperfeições notórias. Adoro mulheres que têm absolutamente tudo belo e delicado e um narigão! Eu costumo dizer que as imperfeições as transportam para o mundo dos mortais e alimentam nossa fantasia.
De todos os meus fetiches, talvez o mais antigo e consolidado seja o que desenvolvi por garotas do tempo. Digo com todo o respeito às minhas queridas colegas Eliane Nóbrega e Marcela Duque, das TVs Correio e Cabo Branco, respectivamente, que têm namorado e longe de mim criar qualquer confusão. Lembro que em 2000, disputava com o escritor Luís Fernando Verissimo e o analista dele o posto de presidente da AAPP (Associação dos Adoradores de Patrícia Poeta), fundada por Verissimo.
Para quem conheceu Patrícia somente no Fantástico, saibam que ela fazia o tempo abrir não importando que trevas climáticas estivessem na ordem do dia durante o Jornal Hoje. Depois dela veio Flávia Freire, loira sedutora que eu, mesmo preferindo morenas, não pude deixar de me encantar. Fetiche é fetiche!
Até que chegou a mulher que povoa meus pensamentos temporais e atemporais: Michelle Loreto. Pernambucana de ascendência italiana, sorriso mágico, olhos de amêndoa, cabelos lisos como fios de chocolate até os ombros. Não bastasse isso tudo, aquela voz de menina delicada e simpática. (Esse ar-condicionado está quebrado?)

Continuando: Michelle Loreto significa silêncio absoluto na minha casa. Precisamos ouvir o que ela tem a dizer. Lembro que fez uma matéria especial para o Jornal Hoje sobre lugares para aproveitar as férias. E lá estava ela caminhando pela areia da praia de Boa Viagem e o cinegrafista iniciou sua passagem focando nos pés da repórter! Aí é querer acabar com este coração que vos escreve! Que pezinhos delicados! Alceu, a moça bonita da praia de Boa Viagem tem olhos castanhos!
Michelle nasceu em 1982. A conjuntura é favorável. Sou de 1978! Também sou jornalista e vizinho de seu estado de origem. Quando será que ela fica de férias. Aqueles dedos desnudos de alianças são um catapulta para a imaginação.
Ah... Michelle. Ma belle! Será que o Google ainda te traz até aqui? Eu não vou exagerar na modéstia: te asseguro que dou um caldo! Dá uma olhada nessas fotos minhas seminu: www.flickr.com/parabreno Vamos nos encontrar aqui na Pequenina, ver o sol nascer no Farol dos Seixas e se pôr sob o Bolero de Ravel na Praia do Jacaré. Será que temos esse tempo pra perder?
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Sabe aquela rádio que pedi? Está no web-ar!
Houve (houve?! Ainda estamos nele!) um tempo em que para se obter uma concessão de rádio ou TV era preciso ter bons contatos, ser muito bem-relacionado com políticos e, como não podia deixar de ser, dinheiro para intermediar todo o processo. Notem que falo de concessão, ou seja, de uma coisa que cabe ao governo conceder.
Quando se trata de TV ou rádio falamos em concessões públicas. É da competência do governo, por vontade particular de quem estiver ocupando as cadeiras dar a canetada necessária para liberar o que se pleiteia.
E por que eu insinuei que "houve" um tempo, se continua tudo do mesmo jeito? Porque a tecnologia deu à internet ferramentas jamais imaginadas pelos homens do poder. A revolução da comunicação já começou. O ciberespaço está liberado para quem quiser colocar texto, áudio e/ou vídeo. A torto e a direito!
Chico Science disse que "computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro". No contexto das concessões de rádio e TV, "computadores criam espaço e políticos chupam o dedo". Web rádios, videocasts, podcasts, You Tube, Twitter e mesmo o Orkut saíram do controle dos mandatários do poder, que podem interferir pouco ou quase nada. Pelo menos no contexto de um Estado Democrático de Direito. Eles não têm ideia do que faremos com nossa liberdade!
Quando se trata de TV ou rádio falamos em concessões públicas. É da competência do governo, por vontade particular de quem estiver ocupando as cadeiras dar a canetada necessária para liberar o que se pleiteia.
E por que eu insinuei que "houve" um tempo, se continua tudo do mesmo jeito? Porque a tecnologia deu à internet ferramentas jamais imaginadas pelos homens do poder. A revolução da comunicação já começou. O ciberespaço está liberado para quem quiser colocar texto, áudio e/ou vídeo. A torto e a direito!
Chico Science disse que "computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro". No contexto das concessões de rádio e TV, "computadores criam espaço e políticos chupam o dedo". Web rádios, videocasts, podcasts, You Tube, Twitter e mesmo o Orkut saíram do controle dos mandatários do poder, que podem interferir pouco ou quase nada. Pelo menos no contexto de um Estado Democrático de Direito. Eles não têm ideia do que faremos com nossa liberdade!
domingo, 28 de junho de 2009
Porque sou a favor de cotas para negros
Antes de mais nada, devo dizer que durante muito tempo fui radicalmente contra cotas para negros para o ingresso nas universidades públicas do Brasil. Por que mudei de ideia? Explico abaixo:
Mudei de ideia quando assisti a uma entrevista em que uma mulher apresentava os dados dos cotistas e mostrava que o desempenho acadêmico deles era igual ou superior ao dos que entraram sem cotas. Parei para refletir: uma vez graduado, o que me interessará naquele profissional? O fato dele resolver o problema para mim ou o modo como ele ingressou na universidade?
Comecei a perceber que esse receio que eu tinha de se criar um racismo que ainda não existe por aqui ou instaurar a segregação nos moldes sul-africanos de algumas décadas atrás era bobagem.
Outro questionamento: temos um ministro no STF que é negro. Ele é bom? Por que somente agora temos um negro na mais alta côrte da Justiça? Ele foi o primeiro negro a ser capaz de ocupar esse cargo? Ou foi mesmo necessário uma decisão política para mudar o curso da História?
Constatação real: negros não têm as mesmas oportunidades. Nós brancos preferimos abrir portas para nossos iguais em aparência. Exemplo prático: em uma situação em que dois funcinários têm a mesma competência e pleiteiam uma única vaga disponível, o branco leva vantagem. Isso é racismo! É mesmo. Mas como capitalista, o patrão irá pensar naquele que terá mais aceitação entre qualquer cliente que procurar sua loja.
Nós aprendemos desde pequeno que o padrão universal de beleza está em figuras como Branca de Neve, A Bela (de A Bela e a Fera), a sereia Ariel e seus cabelos sedosos. Alguém pode me dizer o nome de três supermodelos negras? Cito com facilidade até cinco Giselles, Adrianas, Anas, Danielles, Fernandas, entre outras que sabemos sua quantidade de melanina.
Aí você esbraveja: tem que melhorar a escola pública! Tem sim. Com certeza. Mas também aprendi que entre dar o peixe e ensinar a pescar, dê primeiro o peixe porque com fome ele morre antes de aprender a primeira lição. Em outras palavras, medidas emergenciais como as cotas são concumitantes às medidas à longo prazo como a reestrturação do ensino público brasileiro.
Vamos deixar de hipocrisia. O racismo não será criado com as cotas. Ele já existe e dificulta a vida de muita gente. Mais negros graduados e financeiramente mais favorecidos só melhorará a aceitação de sua cor. É claro que uma lei de cotas deve ser mais abrangente que só o simples fenótipo. Outros fatores também precisam ser considerados para que ninguém diga que "aquele nego rico entrou no meu lugar".
Do jeito que está não dá para continuar. Temos que interferir até que as cotas não sejam mais necessárias. Por enquanto são. E qualquer branquinho como eu que tivesse nascido negro seria mais aberto a perceber a importância das cotas.
Amanhã (segunda-feira , 29 de junho), às 20h00, teremos um debate sobre cotas na webrádio: www.radiopibjovem.com.br
Não percam!
UPDATE!
Coluna Radar
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/177729_comentario.shtml
BRASIL
Cotas: agora vai?
O projeto que cria cotas em todas as universidades públicas é o primeiro item da pauta de hoje da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
A tendência é que seja votado um novo texto proposto pelo senador Demóstenes Torres, presidente da comissão, que cria apenas a cota social - ou seja, o projeto original com cotas raciais estaria descartado. Demóstenes quer a reserva de 50% das vagas das universidades públicas exclusivamente para estudantes pobres formados em escolas públicas, independentemente da etnia.
Demóstenes considera o racista projeto original, que previa cotas para negros e índios.
Caso passe pela CCJ, a medida segue para o plenário.
Mudei de ideia quando assisti a uma entrevista em que uma mulher apresentava os dados dos cotistas e mostrava que o desempenho acadêmico deles era igual ou superior ao dos que entraram sem cotas. Parei para refletir: uma vez graduado, o que me interessará naquele profissional? O fato dele resolver o problema para mim ou o modo como ele ingressou na universidade?
Comecei a perceber que esse receio que eu tinha de se criar um racismo que ainda não existe por aqui ou instaurar a segregação nos moldes sul-africanos de algumas décadas atrás era bobagem.
Outro questionamento: temos um ministro no STF que é negro. Ele é bom? Por que somente agora temos um negro na mais alta côrte da Justiça? Ele foi o primeiro negro a ser capaz de ocupar esse cargo? Ou foi mesmo necessário uma decisão política para mudar o curso da História?
Constatação real: negros não têm as mesmas oportunidades. Nós brancos preferimos abrir portas para nossos iguais em aparência. Exemplo prático: em uma situação em que dois funcinários têm a mesma competência e pleiteiam uma única vaga disponível, o branco leva vantagem. Isso é racismo! É mesmo. Mas como capitalista, o patrão irá pensar naquele que terá mais aceitação entre qualquer cliente que procurar sua loja.
Nós aprendemos desde pequeno que o padrão universal de beleza está em figuras como Branca de Neve, A Bela (de A Bela e a Fera), a sereia Ariel e seus cabelos sedosos. Alguém pode me dizer o nome de três supermodelos negras? Cito com facilidade até cinco Giselles, Adrianas, Anas, Danielles, Fernandas, entre outras que sabemos sua quantidade de melanina.
Aí você esbraveja: tem que melhorar a escola pública! Tem sim. Com certeza. Mas também aprendi que entre dar o peixe e ensinar a pescar, dê primeiro o peixe porque com fome ele morre antes de aprender a primeira lição. Em outras palavras, medidas emergenciais como as cotas são concumitantes às medidas à longo prazo como a reestrturação do ensino público brasileiro.
Vamos deixar de hipocrisia. O racismo não será criado com as cotas. Ele já existe e dificulta a vida de muita gente. Mais negros graduados e financeiramente mais favorecidos só melhorará a aceitação de sua cor. É claro que uma lei de cotas deve ser mais abrangente que só o simples fenótipo. Outros fatores também precisam ser considerados para que ninguém diga que "aquele nego rico entrou no meu lugar".
Do jeito que está não dá para continuar. Temos que interferir até que as cotas não sejam mais necessárias. Por enquanto são. E qualquer branquinho como eu que tivesse nascido negro seria mais aberto a perceber a importância das cotas.
Amanhã (segunda-feira , 29 de junho), às 20h00, teremos um debate sobre cotas na webrádio: www.radiopibjovem.com.br
Não percam!
UPDATE!
Coluna Radar
Por Lauro Jardim
http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/177729_comentario.shtml
BRASIL
Cotas: agora vai?
O projeto que cria cotas em todas as universidades públicas é o primeiro item da pauta de hoje da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
A tendência é que seja votado um novo texto proposto pelo senador Demóstenes Torres, presidente da comissão, que cria apenas a cota social - ou seja, o projeto original com cotas raciais estaria descartado. Demóstenes quer a reserva de 50% das vagas das universidades públicas exclusivamente para estudantes pobres formados em escolas públicas, independentemente da etnia.
Demóstenes considera o racista projeto original, que previa cotas para negros e índios.
Caso passe pela CCJ, a medida segue para o plenário.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Qualidade com diploma
Por Cristiane Rodrigues
A Revista Veja, desta semana, traz um texto intitulado “Qualidade sem diploma”, na seção denominada “Carta ao leitor”, que trata acerca da recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a não exigência do diploma de jornalismo. Fiquei indignada com o que li.
Do meu ponto de vista, o grande equívoco que surgiu, durante o julgamento, foi em decorrência da distinção entre atividade jornalística e a liberdade de expressão prevista pela Constituição Federal de 1988.
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista. O STF declarou a não recepção pela CF/88 do artigo 4º, inciso V, do Decreto Lei n. 972/1969.
O jornalismo é uma atividade técnica, que exige algumas especificações. O jornalista, quando vai realizar uma reportagem, por exemplo, deve relatar apenas o fato como este realmente ocorreu, ouvindo as partes e colhendo as informações pertinentes para o caso, evitando o sensacionalismo barato. Em hipótese nenhuma, deverá emitir sua opinião, pois se assim o fizer, não estará fazendo uma reportagem e sim um artigo ou tecendo um comentário. Portanto, está claro, que o jornalista não tem “a liberdade de expressão” para escrever o que bem entender.
Por outro lado, a exigência do diploma de jornalista não impede que todos aqueles que queiram colaborar com seus conhecimentos, sejam eles no campo da economia, ciência, do direito, das artes, da moda, do esporte, enfim de qualquer área, possam contribuir. Essas pessoas, no meio jornalístico, são chamadas de colaboradores, comentaristas, articulistas e cronistas.
Na minha opinião, jornalismo e liberdade de expressão, ao contrário do que pensam os ministros do STF, a exceção do ministro Marco Aurélio, devem ser pensados e tratados de forma separada. Data vênia senhores ministros, mas manifestar conhecimento ou pensamento não é fazer jornalismo. Este vai muito mais além.
Outro ponto que merece ser lembrado é no que diz respeito as faculdades de jornalismo. Estas, ao contrário do que trouxe o texto da Revista “Veja”, vão se esvaziar, pois se para exercer a profissão de jornalismo não será mais exigido o diploma, quer dizer, em outras palavras, que não será mais preciso enfrentar um vestibular, se dedicar de quatro a cinco anos em uma faculdade para ser jornalista. Conclui-se que as faculdades estão com os dias contados. Só cego não vê.
Uma decisão como essa do STF, em pleno século XXI, em que todos buscam a qualificação, a especialização é realmente lamentável. Um verdadeiro desestímulo ao conhecimento técnico-científico.
* Texto publicado na página de Opinião da edição de hoje (26/06/09).
PS: Concordo com quase tudo, exceto a parte que o jornalista não pode exprimir opinião. Há meios de fazer isso em uma reportagem, sem, necessariamente, que o texto se torne um artigo opinativo.
A Revista Veja, desta semana, traz um texto intitulado “Qualidade sem diploma”, na seção denominada “Carta ao leitor”, que trata acerca da recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a não exigência do diploma de jornalismo. Fiquei indignada com o que li.
Do meu ponto de vista, o grande equívoco que surgiu, durante o julgamento, foi em decorrência da distinção entre atividade jornalística e a liberdade de expressão prevista pela Constituição Federal de 1988.
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista. O STF declarou a não recepção pela CF/88 do artigo 4º, inciso V, do Decreto Lei n. 972/1969.
O jornalismo é uma atividade técnica, que exige algumas especificações. O jornalista, quando vai realizar uma reportagem, por exemplo, deve relatar apenas o fato como este realmente ocorreu, ouvindo as partes e colhendo as informações pertinentes para o caso, evitando o sensacionalismo barato. Em hipótese nenhuma, deverá emitir sua opinião, pois se assim o fizer, não estará fazendo uma reportagem e sim um artigo ou tecendo um comentário. Portanto, está claro, que o jornalista não tem “a liberdade de expressão” para escrever o que bem entender.
Por outro lado, a exigência do diploma de jornalista não impede que todos aqueles que queiram colaborar com seus conhecimentos, sejam eles no campo da economia, ciência, do direito, das artes, da moda, do esporte, enfim de qualquer área, possam contribuir. Essas pessoas, no meio jornalístico, são chamadas de colaboradores, comentaristas, articulistas e cronistas.
Na minha opinião, jornalismo e liberdade de expressão, ao contrário do que pensam os ministros do STF, a exceção do ministro Marco Aurélio, devem ser pensados e tratados de forma separada. Data vênia senhores ministros, mas manifestar conhecimento ou pensamento não é fazer jornalismo. Este vai muito mais além.
Outro ponto que merece ser lembrado é no que diz respeito as faculdades de jornalismo. Estas, ao contrário do que trouxe o texto da Revista “Veja”, vão se esvaziar, pois se para exercer a profissão de jornalismo não será mais exigido o diploma, quer dizer, em outras palavras, que não será mais preciso enfrentar um vestibular, se dedicar de quatro a cinco anos em uma faculdade para ser jornalista. Conclui-se que as faculdades estão com os dias contados. Só cego não vê.
Uma decisão como essa do STF, em pleno século XXI, em que todos buscam a qualificação, a especialização é realmente lamentável. Um verdadeiro desestímulo ao conhecimento técnico-científico.
* Texto publicado na página de Opinião da edição de hoje (26/06/09).
PS: Concordo com quase tudo, exceto a parte que o jornalista não pode exprimir opinião. Há meios de fazer isso em uma reportagem, sem, necessariamente, que o texto se torne um artigo opinativo.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Pico de audiência
Como alguns leitores daqui sabem, no ano passado passei oito meses sem escrever uma vírgula sequer neste blog. Problemas pessoais me impediram de ter vontade de postar. Estava retraído, acuado, sem vontade de me expressar. Mas isso já passou. Deus seja louvado!
O curioso é que em pleno período de afastamento, um cara que escreve para o site Papo de Homem, da Lifestyle Magazine - nome dele é Guilherme Nascimento Valadares - escreveu um post em que linka um dos textos mais legais que já coloquei por aqui, "O milagre de Daigo".
Minha audiência, que oscila entre oito e doze visitantes por dia - a maioria vindo de pesquisas do Google e sem ter a mínima ideia de quem sou - disparou para 83 visitantes. Fato inédito. Creio que o meu segundo pico aconteceu semana passada com o texto sobre o diploma de jornalismo e a decisão do STF, 42 vieram ler.
Coloquei um outro post aqui que achei que daria alguma repercussão. Me refiro ao que está justamente abaixo deste aqui: uma entrevista com Richard Stallman, o criador do movimento pelo software livre, pai do GNU/Linux. Parece que os nerds já sabem o suficiente sobre Stallman e ninguém comentou. Mas quem sabe daqui a alguns meses um Guilherme da vida vai achar meu post e dar um up no contador deste blog?
Guilherme, obrigado pela visita e pelo link! Este post é o modo que encontrei para lhe agradecer.
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