segunda-feira, 15 de março de 2004

Que gênio-louco é você?

Já que é pra ser um gênio louco, até que este não é nada mal! Encontrei este teste no blog de Luis.


Faça você também Que gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia

segunda-feira, 1 de março de 2004

Palavrões

Recebi esse texto no meu e-mail com o título "A origem dos palavrões". Não sei se é mesmo do Millôr, afinal se veio pela internet, desconfie! De qualquer forma, não deixa de ser genial. O texto é bom pra caralho!

Millôr Fernandes


Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português. Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, bsolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.

Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupiscínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente às situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional.

Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma! ", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.

São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.

Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar esacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala?

"Fodeu de vez!".

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Foda-se!

domingo, 15 de fevereiro de 2004

domingo, 1 de fevereiro de 2004

O meu peido

Poema marginal
Elogio ao peido

Gostoso é soltar um peido fedorento
Rebento feroz, aborto torto que me faz feliz
Por um triz não se fez sangue
Não difame, exclame:
Seja bem vindo oh! Fedorento peido
Circule por este recinto
E o proclame seu.


Chicão de Bodocongó
Campina Grande, 19 de março de 2001

quinta-feira, 15 de janeiro de 2004

Breaking News

("Quebrando Novidades" - Traduções televisivas à maneira de Millôr)

Onze passageiros vindos de Miami serão devolvidos aos EUA. Ao chegarem no aeroporto de São Paulo deram risada de um gesto obceno que o piloto da American Airlines fez durante o processo de identificação, segundo comentários.

O deboche fez daqueles passageiros, indesejados em solo brasileiro, daí a devolução. Esse procedimento difere da deportação porque não exige um julgamento federal. No caso desses americanos, permanecerão em território internacional - o aeroporto - para aguardar o primeiro vôo de volta ao país deles. (Fonte: Rádio CBN)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2004

Tempo de Insônia

Vinícius de Moraes deixava que sua última esposa perdesse todos os compromissos que tinha pela manhã. Mesmo quando ela pedia que ele a acordasse! "Não consigo acordar alguém que dorme", respondia. Vinícius tinha problemas de insônia e admirava os que "deitavam e dormiam".

Ultimamente partilho da mesma idéia. E olha que já fui conhecido por conseguir dormir a qualquer momento do dia! O mais chato da insônia é a solidão. Não tem ninguém pra conversar! Hoje, por exemplo, até os meus contatos de ICQ e MSN estão offline! Devem estar no quadragésimo sono! Para eles a noite será como um minuto, para mim, horas de não ter o que fazer e um dia seguinte irritantemente cansativo.

Passa das três e amanhã é dia de branco. É melhor tentar de novo!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2003

Eu também sou mamífero!

É fogo! Nos blogs de todos os seres humanos normais do mundo, de mamíferos como eu e você, o link para comentários fica abaixo do post. Daí quando eu peço a um amigo (Bruno) pra me ajudar na criação deste blog o link pra comentários fica acima do post! É mole?