segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Êta viagem!

Dia desses quando estava almoçando com uns amigos, um deles me contou a interpretação "correta" de "O carimbador maluco", de Raul Seixas. Eu quase choro de rir. A versão dele é a seguinte:

"Pra lua (cocaína), a taxa é alta
Pro sol (cerveja), identidade,
Mas já pro seu foguete (cigarro de maconha) viajar pelo universo
é preciso o meu carimbo dando, sim sim sim"

Plunct, plact, zumm são os efeitos da droga!

Boa viagem!

terça-feira, 24 de julho de 2007

Agora é mensal?!

Hoje é dia 24. Há algum tempo que penso em postar neste blog, mas acho estranho escrever no horário de trabalho. Sempre escrevi de casa. Raríssimas excessões. O caso é que a data me instigou. Mas antes que alguém diga que gosto de 24 - sempre tem um engraçadinho de plantão - esclareço que os textos anteriores foram postados em 26 e 25. Já escrevi um blog semanal, depois quinzenal e agora, mais do que nunca, mensal. Acho que as próximas estapas serão semestral e anual. Mangalô "treisveis"!

Isso é que é desrespeitar o leitor. Eu nem sei por que ainda tem quem volte por aqui. Duas hipóteses: ou são enganados pelo Google, ou usam os links para ir para outro canto. Pra ler mesmo deve ser uma minoria. Vou estudar o Extreme Tracker para tirar esta dúvida.

Tinha dito que os blogs estão mortos. É verdade. E também não é. Alguns estão vivos e ainda são fonte de boa leitura. Dos meus links a lista inclui os blogueiros: Túlio, Andrei, Junior, Daslei, Maurício, Cláudia, Makoto, Daniel, Dahmer e Sieber. Tem também a coluna do José Simão, que es una buemba!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Os blogs estão mortos

Eu sei, eu sei. Você que tem blog ativo leu o título e discorda totalmente de mim. Diz que sou reacionário e que os blogs nunca morrerão, que são um fenômeno moderno da comunicação, espaços privilegiados para a liberdade de expressão. Certo, mas e eu com isso? Brincadeira. Lógico que o assunto me interessa.

Mas, porém, contudo, entretanto, a turma de blogueiros do "clã" que faço parte já não é mais a mesma. As postagens estão escassas, a interatividade diminuiu. Até o contador está vergonhoso. Onde estão os 14, 15 acessos diários? E as polêmicas? Nem mesmo as rusgas virtuais que a gente repercutia no contato direto existe. Os blogs estão mortos!

Eu pensava que adentrando na modernidade do blogspot e abandonado o rudimentarismo do blogger.com.br seria motivado escrever com mais freqüência. Ledo engano. (Ledo engano?! Que clichê do inferno!)

Não vou dizer que vou deletar esse blog nem parar de escrever. Isso é coisa de Ailton e seu finado www.iso45.blogspot.com! Eu não deleto e-mail avalie blog! Mas podem ficar tranqüilos, aproveitem as férias. Quando vocês voltarem, não terão perdido muita coisa!

sábado, 26 de maio de 2007

Desperdício de sábado

Sempre defendi a tese de que quem acorda tarde no fim de semana já perdeu aquele dia - no máximo, ainda aproveita a noite. Pois a rotina do sábado é tem sido uma ode ao desperdício. Acho que vou dar uma oficina de carpe diem com os 15 primeiros minutos de "Sociedade dos Poetas Mortos". Um sábado livre na mão e ainda tem quem prefira dormir até às 11h?!

Aí o sujeito dorme até às 10h, levanta, come alguma coisa e vê o que tem de bom pra fazer. Pronto. Fim da manhã. Daí que ele desenrole alguma coisa pra tarde já perdeu 50% do dia. Não reclamo de quem trabalha na sexta até entrar pela madrugada, mas quem dorme por dormir? Um tédio só. E uma falta de solidariedade! Faz quem acorda cedo passar a maior vergonha. Quem é que gosta de ligar pra alguém e ouvir "está dormindo"?

Mas isso é só mais uma das agruras da vida em sociedade. Não tem problema. Da próxima vez que vocês me virem dormindo em algum lugar, lembrem-se: quando procurei também estavam dormindo.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Começando os trabalhos

Pensei em fazer um post inaugural legal, contar uma história engraçada ou escrever sobre algum assunto que estivesse em alta como o Cineport. Vou fazer um pouco de tudo isso.

Inaugural já vai ser, não tenho como me esquivar disso - os outros chegaram aqui na última migração! Se vai ser legal são outros quinhentos! De histórias engraçadas, estou meio escasso. Serve a dos 20 exemplos? Perguntem a Túlio. Parece ficção, mas é verdade.

E por falar em ficção - e chegando ao terceiro ponto - tenho me esforçado para assistir o máximo possível do Cineport. Não é todo dia que João Pessoa tem um festival internacional de cinema.

Até agora, o dia que mais gostei foi o sábado, quando vi "Cabaceiras", de Ana Bárbara Ramos, e "O engenho de Zé Lins", de Vladimir Carvalho. "Wood & Stock: sexo, orégano e rock 'n' roll" foi legal, mas abaixo da minha expectativa - e ainda tive que ver em pé.

Aliás, vou ter que fumar muito orégano para entender o filme de ontem de Ruy Guerra, "Veneno da madrugada". A história deixa muitas perguntas sem resposta. Esperei duas horas para ele me dizer que quem distribuía os pasquins era todo mundo e ninguém! Ah tá! Assim está explicado, pensei que fosse outra pessoa!

quinta-feira, 22 de março de 2007

Os fantasmas se divertem. Comigo!


O medo não tem sentido. Tem! Pode até ter, mas atrapalha pra caramba. Seria tudo mais simples se as coisas tivessem apenas a relevância ideal, nem mais nem menos. Eu vivo assombrado. Valorizo as dificuldades, me sinto rodeado de sombras. Nem sei quantos projetos já abandonei porque desisti de me meter com eles.

Melhor tentar fazer o que Bob Marley diz:
É melhor atirar-se à luta, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático como os pobres de espírito, que não lutam mas que também não vencem. Que não conhecem a dor da derrota, mas que não têm a glória de ressurgir dos escombros. Estes pobres de espírito, no final da jornada na Terra, não agradecerão a Jah por terem vivido, e sim pedirão desculpas por terem simplesmente passado pela vida.

Está na assinatura do meu e-mail há uns sete anos, mas eu nunca decorei.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

O almirante e a muriçoca


Se tem um personagem histórico sem moral nenhuma entre os pessoenses, é o tal do almirante Tamandaré. Digo e provo. O famoso Busto de Tamandaré, ponto de referência da orla de João Pessoa, é na maioria das vezes desassociado da estátua que seu nome abriga. As pessoas se referem à "praça", ao espaço que está lá e estou certo que grande parte delas até esquece que há um busto de Tamandaré no local.

Agora, por exemplo, instalaram ali uma gigantesca muriçoca. É um boneco feito para compor a decoração do bloco Muriçocas do Miramar, o maior do pré-carnaval pessoense. Até sexta-feira da semana passada não sabia nem de sua existência, mas nesse dia, estava dirigindo pela avenida Epitácio Pessoa quando me deparei com a monstruosa estrutura. Parei o carro à diante para ter uma noção do quão grande era a criatura. Eu não sou pernambucano nem campinense, mas aquela deve ser a maior muriçoca do mundo!

Para minha surpresa, e só confirmando minha tese, enquanto estava debaixo boneco vi uma jovem conversando com outra pessoa via celular: "estou aqui na Muriçoca!" Imediatamente lembrei da época em que instalaram o relógio da rede Globo, dentro do projeto "Brasil 500 anos". Na época ninguém mais dizia que estava "no Busto". Preferiam "no relógio".

Ah, pobre almirante! Tenho certeza que foste algum herói da nossa história e como depois de morto és logo substituído por um relógio ou uma muriçoca? Que triste destino! Na verdade nem conheço sua história. Talvez o Google saiba. Alguém daqui sabe? O fato é que Tamandaré é uma palavra que parece pedir para ser suprimida. Dizer que está "no Busto" é mais ligeiro. Afora que o "busto" de quem diz Busto de Tamandaré quase nunca tem "t". Eu escuto "bucho de Tamandaré". Você não?