terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Preguiçoso não!
Tem gente que diz que eu sou preguiçoso - o que é uma grande injustiça - e outros que sou desorganizado - concordo em parte -, mas o fato é que tenho um talento especial para deixar para depois o que não gosto de fazer ou não me sinto competente para cumprir.
Isso não é preguiça, se fosse seria uma preguiça seletiva. Sou super ativo. Se pudesse estenderia o dia para 30 horas. Só assim teria as 24 que me são de direito e manteria outras seis para dormir, como de costume. Procuro aproveitar o máximo dos meus momentos de lazer, aulas, debates, conversas e tantas outras coisas que conseguem me deixar submerso de satisfação.
Durante esse período da UFPB tivemos uma greve e um recesso. Por minha vontade teria saído todas as noites. Procurei ficar atualizado no cinema, ler uns livros que estavam na estante e freqüentar as reuniões da igreja e dos amigos. Também freqüentei a locadora - nem sempre acertando a escolha - mas acredito que investi bem meu tempo, pelo menos na maioria das vezes.
Mas as pendências acadêmicas permaneceram. Não posso dizer que alcancei meus objetivos. Assim como as falíveis resoluções de Ano Novo, planejei quitar todos os trabalhos de Metodologia do Ensino da Música e os da especialização de jornalismo cultural. Agora tenho oito dias para fazer dez trabalhos de metodologia. Já da especialização falta o trabalho final, que tinha dois meses para corrigi-lo e até agora nem toquei nisso, e dois trabalhos menores dos módulos. Que dureza!
sábado, 28 de janeiro de 2006
Mera coincidência
Outro dia eu estava prestando atenção na propaganda do Governo da Paraíba - a que mostra um ator viajando pelos municípios de todo o estado mostrando as obras da gestão de Cássio Cunha Lima. Notei que esse ator é fisicamente muito parecido com Cícero Lucena, o mais provável candidato a senador da chapa governista. Ele é magro, cabelo baixo, usa óculos, tal qual o ex-prefeito de João Pessoa.
Acredito que nesse caso as aparências não enganam. (Aliás, na maioria das vezes as aparências se confirmam.) Um garoto-propaganda que é a cara do pretenso senador deve contabilizar em votos, ou pelo menos numa receptividade melhor à sua presença nos palanques, mesmo porque a propaganda é muito boa - e cara, creio.
Como a ignorância tem os pés fincados na Paraíba - coisa que nossos políticos não pretendem mudar - o anúncio de uma obra de pequeno porte é tido como uma boa notícia. Imagino que o custo de produção algumas dessas peças publicitárias seja maior do que o benefício anunciado. Ao invés de nos indignarmos com a série de inserções no horário nobre da Globo para dizer que uma rua foi calçada, achamos (inclua-me fora disso!) que o Governo está trabalhando pela Paraíba.
sábado, 31 de dezembro de 2005
Blog? Pra quê?
- Ninguém mais lê blogs*
- A onda passou.
Há um pouco mais de dois anos escrevo no meiodonada. Escrevo porque acho um espaço legal para contar situações engraçadas ou reflexões do dia a dia. As idéias vão surgindo e eu vou postando.
Já fui contra colocar um contador para medir o acesso. Preferia ver o número de comentários, o que me daria uma noção tanto de acessos quanto de recepção. Depois que vi que o contador traria muito mais informações do que o número de visitantes, terminei aderindo.
E hoje, graças a esse contador, sei que esse blog está praticamente morto. Uns poucos amigos ainda participam, mas se isso virar um mural de palavras vazias jogadas ao "webvento" devo parar.
A todos, desejo com todo meu otimismo, um feliz Ano Novo! 2006 deve ser melhor que 2005!
* Diálogo real.
domingo, 18 de dezembro de 2005
Maldade inata
O que leva uma pessoa a ser má? Por que, mesmo em condições semelhantes de vida social e educação, dois indivíduos apresentam posturas opostas?
Defendo a tese que o mal existe dentro do homem desde a sua geração. Que existe uma pré-moldura não completamente rígida, mas com indícios específicos da personalidade que podem ser acentuados ou minimizados.
Dessa forma, entendo que mesmo as crianças tem instintos maus e que, apesar de não avaliar as conseqüências completas de seus atos, elas desejam retribuir o que lhe fazem. O discernimento do bem e do mal não lhes é claro, o que não significa que não haja intenção de fazer um ou outro.
Para mim, é como se Deus tivesse distribuído um pacote de personalidades e temperamentos para a humanidade. Cada pessoa recebeu um, resta saber o que ela fará com o que tem.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2005
Rememorando o XI Fenart (Parte II)
"Por 15 dinheiros" e "O fim do mundo"
A mostra competitiva de videos é um espetáculo a parte do Fenart. Começando pela coordenação que nos surpreende todos os anos com exclusão de alguns videos e a seleção de outros que se adequariam mais a um evento universitário do que a um festival nacional.
Esse ano a ficção "O gosto de ferrugem", de J. Audaci Jr, selecionado na mostra paralela de Gramado (RS) e no Dcine (PR), foi barrado em seu próprio estado. Em contrapartida, "Penélope", produção carioca de Célia Freitas que disputava a mesma categoria, entrou. O contraste de qualidade é explícito. Não sei o que eles beberam.
"O meio do mundo", filme de curta-metragem do paraibano Marcus Vilar, exibido na primeira noite da Mostra de Cinema e Video poderia receber outro nome. Sugiro "O fim do mundo". Não pelo lugar afastado onde os personagens habitam, mas porque o menino que vai "conhecer o que é a vida" tem que apelar pra São Jorge, santo experiente com aquele tipo de criatura!
Quanto ao longa-metragem paraibano mais "de rosca"* da história, "Por 30 dinheiros", de Vânia Perazzo, não há muito o que comentar. Dos 30, só vi 15! O filme não era de boxe, mas me nocauteou. A maioria das piadas eu já tinha lido na internet. Eu daria uma enxugada grande em algumas cenas. Fico surpreso com o quanto algumas tomadas foram alongadas. Será que quem editou estava achando a cena engraçada? Cada cabeça uma sentença!
Os heróis que ficaram até o fim da sessão agraciaram a equipe presente com "palmas plastificadas", como definiu meu amigo Jãmarri Nogueira.
*A expressão refere-se a demora em ficar pronto. O que não foi culpa de Vânia.
terça-feira, 29 de novembro de 2005
Entretexto
Ainda não escrevi a parte II do "Rememorando o XI Fenart", mas pra afastar as teias colo aqui uma saudação "pré-boas festas" de um e-migo que conheci na comunidade "Só no Trocadilho".
O Perdido na Metrópole, rei do trocadilho tosco, catedrático em "redundância redundante", doutor em urucubaca, graduado nos terreiros de Oxford, Harvard e São Bernardo do Campo com pós em artes cínicas, defensor das "minorias de maior número", analista de política, entre outros assuntos humorísticos...
Deseja-lhes de coração um Natal repleto de Paz e Alegria e um super mega hiper ultra máster bláster pluss advanced maravilhoso e excelentemente fantástico 2006!
Um forte abraço de Silvio Alvarez
O Perdido na Metrópole
www.perdidonametropole.zip.net
terça-feira, 15 de novembro de 2005
Rememorando o XI Fenart (Parte I)
O Fenart terminou e o teto não caiu. Depois da pressão do Crea-PB em condenar o local às vésperas da abertura, inclusive recomendando que as pessoas sequer caminhassem pela calçada externa porque o risco de desabar era iminente, o governo bateu o pé, chamou seus engenheiros e aprovou tudo. Até imagino a cena. "Essa viga tá parecendo uma peneira de coco ralado, mas não cai, não. Ok!".
Lembro do dia em que eu estava ensaiando com o Coral Universitário no Cine Bangüê e - literalmente - uma cascata começou a jorrar na lateral direita do palco. Por pouco não pegou o piano. Imagino que um bolsão de água acumulado na cobertura do Espaço Cultural encontrou em fim sua saída.
Mas deixando a forma de lado e discutindo o conteúdo, aproveitei pouco do XI Fenart. O primeiro dia que pude ir foi na segunda-feira (7) e ainda assim cheguei atrasado ao ótimo show "Contrabaixisto". Xisto Medeiros é gênio no contrabaixo acústico e excelente no elétrico. Pena que não o vi tocando o tradicional. Como cantor não achei lá essas coisas. Ficou devendo. Um repertório bom como aquele merecia o convite a um intérprete.
A atração seguinte superou a primeira. Carlos Malta e Quinteto Uirapuru foram impecáveis. Fiquei pensando que instrumento de sopro Malta não saberia tocar. A desenvoltura é plena em todos os que o vi utilizar. Inclusive com um pife ou flauta de madeira transversa que usou durante uma entrevista ao Zuada, da TV UFPB.
O Quinteto Uirapuru, que costumava ter a formação tradicional de cordas (dois violinos, uma viola, um violoncelo e um contrabaixo) substituiu o violoncelo pelo fagote, um instrumento de sopro pouco conhecido, com timbre grave que acho sensacional. Já o conhecia porque o regente do Coral da UFPB, Eduardo Nóbrega, é fagotista e o ouvi em apresentações ao vivo e no CD do Quinteto Itacoatiara. O som do fagote parece um pouco com a voz dos adultos nas dublagens dos desenhos do Snoopy.
Como o dia seguinte era "de branco" só aproveitei isso mesmo. Na próxima parte falo da Mostra Competitiva de Vídeos.
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